pixações na basiléia [projeto em progresso]

introdução

 

 

onde começou

minha primeira impressão de são paulo no ano de 2000, foi de choque  pela imensidão, brutalidade e pelo aparente caos desta cidade. após ter passado várias semanas em são paulo (2003 três semanas, 2005/2006 cinco semanas, 2007 uma semana), começei a perceber e ainda mais a apreicar a vitalidade extraordinaria e densidade cultural desta cidade. como todas as grandes cidades, o visual de são paulo é dominado por inúmeros predios altos, a maioria sem muita elegância arquitetônica, muito trânsito e massas de pessoas de todos os tipos. mas tem um elemento, até agora pouco percebido fora de são paulo: pixações (foto de panóptico, publicada com a licença creative commons).
   
 
   
 

o que é

pixação vem de piche, um material preto usado na construção. as primeiras pixações foram pintadas nos anos de 1950 e 1960, ainda com uma referência explicidamente política. nos anos 1980, o fenómeno perdeu o aspeto político e está referindo-se até hoje nas escrituras de nomes de pixadores ou de groupos pixadores (para uma definição mais completa: chastanet, françois chastanet, françois (2007) pixações. são paulo signature, p. 237)

existem quatro differenças básicas entre pixações paulistanas e grafites americanos:

1. forma: as formas das pixações são muito variadas. cada pixador tenta de desenvolver um próprio estilo. mesmo assim, pixações têm umas características claras que vêm das escritas góticas, etruscas e das runas. além disso, as escritas são determinadas pelo uso do alcance total do corpo humano e não só do alcance da mão.

2. cor: as pixações normalmente estão escritas sómente numa cor, o preto sendo a cor original (do piche). a cor é aplicada ou com um rolo ou com spray, o rolo sendo a técnica original.

3. locais: a intenção dos pixadores é de consequir colocar as pixações nos lugares mais impossiveis e perigosos, por exemplo no último andar de um predio alto ou numa ponte.

4. proliferação: têm pixações em todo lugar!

neste projeto , o foco não é sobre as pixações paulistanas mas sim, sobre as pixações na basiléia. uma ôtima introdução ao fénomeno paulistano oferece pixações: são paulo signature” de françois chastanet. para obter uma impressão visual, fotos serão encontradas em flickr ou google images. ums dos predileitos albuns meus são:

-     choque l photos

-     pixotosco

   
 

pixações na basiléia

imaginem minha surpresa quando recentemente, "descobri" algumas pixações no porto de são joão no rio reno, na minha cidade, basiléia, na suíça! como é bem visível, as pixações da basiléia têm as mesmas características como as pixações de são paulo.

   
 
   
 

desde da minha "descoberta", começei a procurar mais exemplos de pixações e decidi de documentar esse fenómeno em meu site. em uma das minhas "caças" de pixações, "peguei" um dos pixadores - evis - em plena ação. ele me confirmou que a sua escrita está inspirada nas pixações paulistanas, que ele conhece sómente da internet e do livro acima mencionado.

   
 
   
 

sendo só um amador sem nenhum conhecimento profundado sobre o movimento da pixação, nem em são paulo, nem na basiléia, prefiro de limitar os meus comentários. naturalmente seria muito interessante de aprender mais sobre este tema - entre em contato  comigo se tiver qualquer informação. por enquanto, fico curioso de ver se as pixações na basiléia vão se extender, assim como, grafites americanos, e se as escritas vão ser adaptadas ao ambiente local.

para quem desconhece totalmente a situação de grafite na basiléia, gostaria de mencionar que o tipo mais frequente são as rúbricas, que podem ser encontradas em quase todo lugar da cidade. em comparação com as pixações paulistanas, as rúbricas na basiléia estão pintadas sómente em lugares facilmente atengidos. (foto tirada na homburgerstrasse)

   
 
   
  tem bastante grafites no estilo americano, os mais impressionantes sendo aqueles nos muros ao lado dos trilhos dos trêms saindo da cidade. a versão completa do maior muro pode ser visto em welcome to basel.
 
   
  além disso, há ums poucos grafites feitos com moldes (foto tirarda no sommercasino).
 
   
  basiléia, agosto 2008

 

album

   

 

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